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novembro 14, 2006

ofícios i: o escultor

o mármore frio e disforme olhava-o com desprezo. a barba, a roupa suja e a desfazer-se, a alvura dos ténis, o desalento no olhar. ele sabia bem o que estava lá dentro, dentro do branco profundo. e sabia que conseguia trazê-lo para mais perto. mas compreenderiam essa forma nova e simples, tão simples como um bago de arroz num prato vazio? alguém iria, realmente, compreendê-lo, a ele, que apenas vivia com o mármore, sem pretensões de chegar a lado algum, porque nem sequer conhecia os caminhos da terra?
e alguém, algum dia, iria olhá-lo com a ternura com que ele contemplava o branco distante?