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fevereiro 02, 2006

percebo a aderência...



sabine schönberger, dezembro 2005
Blogger ignorantia disse...

Ui! Um pontapé em Eros! Polvos, comi vários ao longo da vida, ou partes deles; e a alguns cozinhei-os eu. Suponho que, de algum modo profundamente físico, se tornaram parte de mim. Há uns anos, de férias algures, comprámos um polvo num mercado de peixe, tencionando prepará-lo para o almoço. Na cozinha (gritos das crianças, a jogar na rua em frente, entrando pela janela aberta), ao pô-lo sobre a tábua de cortar, vi que o pequeno polvo cinzento-acastanhado estava vivo, tentava deslizar. Um dos seus olhos parecia fitar-me, mas olhar-me profundamente, como se me visse totalmente, vísceras, ossos, alma (se eu a tiver). Se o tivesse cozinhado e comido, teria sido este o último polvo a que comi.
Algo se alterou, em mim, a partir daqui. Não há engaste de uma coxa na curva de uma nádega, golfo de anca, macieza de penugem que consiga superar a imagem de um polvo previsivelmente moribundo. O sopro de eros está lá, mas não me alcança.
Nunca daria uma boa fotógrafa, eu. Demasiado mole. Demasiado aderente. Demasiado tentacular.

3/2/06 11:36  
Blogger Kyriu disse...

espero que se repare que é uma aderência inversa...

5/2/06 12:17  
Blogger ddd disse...

que foto criativa...prefiro polvos na panela que são mais saborosos...mas traçando um paralelo...existem certos tipos de amores que são tão aderentes, tão cheio de tentáculos...que nos sugam a energia...amor deveria ser sinônimo de liberdade...quem ama deixa o objeto amado livre para ir e voltar...

11/2/06 18:00  

diz ...