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fevereiro 02, 2006

a palavra escrita, último recurso da mudez, é a grande professora de todas as universidades. com a palavra, o(a) professor(a) cativa o imaginário dos alunos. e quanto menos se apercebem disso esses alunos, mais cativados estarão, mais envolvidos ficarão na leitura e na continuação da leitura, de um ou de uma infinitude de autores, porque desse imaginário também eles farão parte.
a contínua exploração dos textos - sejam eles em prosa, poéticos, dramático ou épicos - mantém a paixão por esses textos, e isso é o que a palavra tem de mais extraordinário: não é possível gastá-la, usá-la demasiado, esgotar-lhe o sentido, pois este nunca é apreendido de forma absoluta por um leitor apenas.
o aluno deveria, portanto, encarara leitura como um desproteger da palavra, precisamente porque ela é auto-suficiente, não necessita de protecção, mas sim de crítica. precisa, enfim, que a olhem mas que a vejam realmente, em todo o seu esplendor, pois, como dizia shelley (a defesa da poesia, lx, guimarães ed., 1972, p. 63), "a poesia [poiesis, lembremo-lo, é toda a criação literária] é um sabre nu e refulgente, que consumiria a bainha que o guardasse".

excerto de um comentário crítico às aulas de literatura portuguesa iii (ano lectivo 1999/2000) da minha autoria
Blogger ignorantia disse...

!! Não posso aderir mais!

Salvo erro, era Nietzsche que começava os seus cursos de filologia, atirando logo os alunos de cabeça para o estudo das obras matriciais, prescindindo de comentários, sinopses e exegeses...
O tigre, também chamado sabre nu, é para ser entendido, não para ser explicado e embalsamado...

3/2/06 11:45  

diz ...