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setembro 08, 2005

nesse momento, antoinette estava de pé e baloiçava-se desajeitadamente sobre uma perna. era uma rapariga esguia e lisa, de catorze anos, com o rosto pálido próprio da idade, coisa que, aos olhos dos adultos, surgia como uma mancha arredondada e clara, sem feições, pálpebras descidas, olheirentas, calada... catorze anos, os seios que despontam sob o vestido justo de estudante e que ferem e constrangem o corpo débil, infantil... os pés grandes e aqueles longos palitos com as mãos avermelhadas no final, dedos sujos de tinta que, quem sabe, virão a tornar-se nos mais belos braços do mundo... uma nuca frágil, cabelos curtos, sem cor definida, secos e leves...

in irene némirovsky, o baile (lx, difel, 1987)