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agosto 29, 2005

alucinação


o corpo
o corpo sempre
branco e leve e puro corpo que desnudo
nos flancos do peito a anémona dos dedos
nus e castos
e o esplendor nas unhas de água e lua
dos meus segredos gastos
é urgente descer
sorver o quente e no suor
tecer o rumo da luz nos quadris expostos
deixar q o sol circunde a queda da cintura
e nos olhos um pássaro de altiva cor
entre as pernas a fonte
e o silêncio despido do ardor dos cardos
deita-te comigo e crê
fecha os olhos e crê e sente e vê
como se pode morrer alucinado
nas estradas da língua

fernando campos de castro, "alucinação"

in aa.vv., exposição do movimento
(coimbra, a mar arte, 1999)