A reciprocidade do prazer tem uma teoria? Eu penso que o prazer é recíproco a todos os níveis, quando ele é genuíno. Só que nem sempre a reciprocidade se manifesta. Tomando como certa a ideia de que nada existe no mundo "sem vida", o prazer que me dá a contemplação de determinado ponto da natureza proporciona uma reciprocidade natural, mesmo que a outro nível?...
Minha teoria geral da reciprocidade do prazer (acepção genéria): a) nas condições adequadas de consciência, o prazer é por natureza recíproco, produzi-lo é tão (ou mais) gratificante que recebê-lo; corolário: em condições ainda mais apuradas (e metafóricamente falando), "transforma-se o amador na coisa amada"... b) o prazer obtido por alguém da interação com o meio, nas condições adequadas, deverá produzir uma acção positiva sobre esse meio; logo, ser recíproco...
E quando, finalmente, surgiu a sombra de uma infíma possibilidade de desacordo, ele não a deixou escapar. E que diz a lei da reciprocidade do prazer? Que ela (reciprocidade) não existe? Que é uma miragem para pré-punks, post-modernos e românticos descarrilados nos rails do tempo? Que não há acto mais egoísta que o do amor? E que bom é que assim seja, porque dou ao outro corpo mais prazer se nele procurar só o meu?
Haverá, nesta como noutras matérias, uma contradição ente a teoria e a praxis? Não sei. Não conheço a lei da reciprocidade do amor. Não conheço leis nenhumas, de resto, nas áreas sobrepostas do prazer e do amor. Sei apenas que não é um jogo de soma nula: é um jogo de soma múltipla, a cada vez renovada.
PS: Obrigado.
PS2: O Somatos é um dos blogs mais estimulantes que conheço. Devo agradecer-te as inúmeras divagações que ocasionaste a partir do que escreves.
A reciprocidade do prazer é um caso particular do gozo. O prazer dos pés na água estende-se até à testa, aos olhos. Gerar prazer? Recebê-lo?
Transformar-se o amador na coisa amada chama-se CURTO-CIRCUITO. Por virtude do muito imaginar. Não é a fusão de dois ácidos, como na proposta surrealista.
Queres? Eu quero. Queres-me? Eu quero-te.
A tua pele é minha, a tua pele é a minha.
Se fechas os olhos, vê-se melhor. Se os abres, melhor ainda.
A reciprocidade do prazer tem uma teoria?
Eu penso que o prazer é recíproco a todos os níveis, quando ele é genuíno. Só que nem sempre a reciprocidade se manifesta. Tomando como certa a ideia de que nada existe no mundo "sem vida", o prazer que me dá a contemplação de determinado ponto da natureza proporciona uma reciprocidade natural, mesmo que a outro nível?...
há sempre um tempo (in)certo para começar
;))
Minha teoria geral da reciprocidade do prazer (acepção genéria):
a) nas condições adequadas de consciência, o prazer é por natureza recíproco, produzi-lo é tão (ou mais) gratificante que recebê-lo;
corolário: em condições ainda mais apuradas (e metafóricamente falando), "transforma-se o amador na coisa amada"...
b) o prazer obtido por alguém da interação com o meio, nas condições adequadas, deverá produzir uma acção positiva sobre esse meio; logo, ser recíproco...
E quando, finalmente, surgiu a sombra de uma infíma possibilidade de desacordo, ele não a deixou escapar. E que diz a lei da reciprocidade do prazer? Que ela (reciprocidade) não existe? Que é uma miragem para pré-punks, post-modernos e românticos descarrilados nos rails do tempo? Que não há acto mais egoísta que o do amor? E que bom é que assim seja, porque dou ao outro corpo mais prazer se nele procurar só o meu?
Haverá, nesta como noutras matérias, uma contradição ente a teoria e a praxis? Não sei. Não conheço a lei da reciprocidade do amor. Não conheço leis nenhumas, de resto, nas áreas sobrepostas do prazer e do amor. Sei apenas que não é um jogo de soma nula: é um jogo de soma múltipla, a cada vez renovada.
PS: Obrigado.
PS2: O Somatos é um dos blogs mais estimulantes que conheço. Devo agradecer-te as inúmeras divagações que ocasionaste a partir do que escreves.
A reciprocidade do prazer é encontrar (mero acaso) o somatos e linká-lo, para poder voltar/recíprocamente.
A reciprocidade do prazer é um caso particular do gozo. O prazer dos pés na água estende-se até à testa, aos olhos. Gerar prazer? Recebê-lo?
Transformar-se o amador na coisa amada chama-se CURTO-CIRCUITO. Por virtude do muito imaginar. Não é a fusão de dois ácidos, como na proposta surrealista.
Queres? Eu quero. Queres-me? Eu quero-te.
A tua pele é minha, a tua pele é a minha.
Se fechas os olhos, vê-se melhor. Se os abres, melhor ainda.
diz ...