<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d6455201\x26blogName\x3dsomatos+\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dTAN\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://somatos.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://somatos.blogspot.com/\x26vt\x3d-4926936997051577480', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

janeiro 12, 2005

cântico dos cânticos, livro v

i. vim para o meu jardim, irmã minha, esposa minha: colhi a minha mirra e a minha especiaria, comi o meu favo com mel, bebi o meu vinho e o meu leite: comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados.
ii. eu dormia, mas o meu coração vigiava: é a voz do meu amado, que está batendo - abre, irmã minha, amiga aminha, pomba minha, porque a minha cabeça cobre-se do orvalho e os meus cabelos das gotas da noite.
iii. já despi os meus vestidos; como os tonarei a vestir? já lavei os meus pés, como os tornarei a sujar?
iv. o meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta e o meu interior estremeceu pelo seu amor.
v. levantei-me para abrir a porta ao meu amado e as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos destilavam mirra sobre as aldrabas da fechadura.
vi. abri-a ao meu amado, mas já o meu amado se retirara e se fora. a minha alma desfalecera quando ele falara - busquei-o e não o achei; chamei-o e não me respondeu.
vii. encontraram-me os guardas que rondavam a cidade: espancaram-me, feriram-me; tiraram-me o meu manto, os guardas das cidades.
viii. peço-vos, ó filhas de jerusalém: se encontrardes o meu amado dizei-lhe que por ele desfaleço de amor.
ix. em que o teu amado é mais do que outro amado, ó mais formosa entre as mulheres, para que tanto nos supliques?
x. o meu amado é inocente e brilhante; entre dez mil, é ele que porta a bandeira.
xi. a sua cabeça é como o ouro mais fino, os seus cabelos são crespos e pretos como o corvo.
xii. os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite e postos em engaste.
xiii. as suas faces são como um canteiro de bálsamo e como outeiros de ervas aromáticas; os seus lábios são como lírios que gotejam mirra.
xiv. as suas mãos são como anéis de ouro com turquesas engastadas; o seu ventre como alvo marfim, coberto de safiras.
xv. as suas pernas são como colunas de mármore, erguidas sobre bases de ouro puro; a sua imagem é como a do líbano, excelente como os cedros.
xvi. o seu falar é suave. no seu todo, ele é desejável. assim é o meu amado, assim é o meu amigo, ó filhas de jerusalém.


in salomão, cântico dos cânticos (sintra, edições mar*fim, 1987) tradução de maria simão