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setembro 14, 2005

o som nas escadas [i]

e ela sabia que não havia ali ninguém, mas, ainda assim, decidiu descer as escadas e deixar os seus sentidos todos aperceberem-se disso, já que o seu cérebro - diziam-lhe - já não era o mesmo.
ao fundo das escadas, a negrura pouco acolhedora, sentiu-se arrepiar. quis voltar ao quente da sala, aconchegar-se no seu cão que teimara em permanecer diante da lareira, mas algo a impedia.
na verdade, era o mesmo algo que a impelira a descer as escadas, a dar atenção a uma espécie de ruído surdo que mais ninguém escutara...
que fazer! sempre se sentira atraída por mistérios ou situações obscuras e não havia realmente ninguém que conseguisse distraí-la das imensas possibilidades que, por exemplo, uma qualquer pessoa mais secretista significava para ela, em termos muito pessoais e geralmente incompreendidos.
afinal, pouca gente tolera intromissões na vida privada...
os segredos - ou aquilo que uma pessoa guarda e tem para si como um segredo, ainda que o não seja na consideração de outros - abismavam-na, fascinavam-na, tiravam-lhe o sono.
e, decidida, ergueu o rosto e acendeu a lanterna.