<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d6455201\x26blogName\x3dsomatos+\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dTAN\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://somatos.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://somatos.blogspot.com/\x26vt\x3d-4926936997051577480', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

fevereiro 27, 2005

cântico dos cânticos, livro vi

i. para onde foi o teu amado, ó mais formosa entre as mulheres? para onde ele se dirigiu e procuraremos contigo?
ii. o meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo, para se alimentar dos frutos do jardim e para colher os lírios.
iii. eu sou do meu amado e o meu amado é meu - ele alimenta-se entre os lírios.
iv. bela és, amiga minha, como tirza, amável como jerusalém e esplêndida como um exército com bandeiras.
v. perturbam-me, desvia de mim os teus olhos porque eles perturbam-me. o teu cabelo é como o rebanho das cabras que pastam em gilead.
vi. os teus dentes são como os rebanhos de ovelhas que sobem do lavadouro, nenhuma estéril e todas gerando gémeos.
vii. como um pedaço de romã, assim são as tuas faces entre as tuas tranças.
viii. sessenta são as rainhas, oitenta as concubinas e inumeráveis as virgens.
ix. mas uma é a minha pomba, a minha pura, a única de sua mãe e a mais querida de aquela que a deu à luz. Vendo-a, as filhas lhe chamarão bem-aventurada e as rainhas e as concubinas a louvarão.
x. quem é esta que surge como a aurora do dia, bela como a lua, brilhante como o sol e esplêndida como um exército com bandeiras?
xi. desci ao jardim das nogueiras para ver os novos frutos do vale, talvez florescessem as vides e brotassem as romeiras.
xii. antes de eu o saber, me pôs a minha alma nos carros do meu excelente povo.
xiii. volta, volta, ó sulamita volta, para que nós te vejamos. porque olhas para a sulamita como para as fileiras de dois exércitos?

in salomão, cântico dos cânticos (sintra, edições mar*fim, 1987)
tradução de maria simão
Blogger Max Hughes disse...

Ah, que tu escapes no instante
em que já havias alcançado a tua melhor definição.
Ah, minha amiga, que tu não queiras crer
nas perguntas dessa estrela recém cortada,
que vai molhando as suas pontas noutra estrela inimiga.
Ah, se pudesse ser certo que à hora do banho,
quando numa mesma água discursiva
se banham a imóvel paisagem e os animais mais finos:
antílopes, serpentes de passos breves, de passos evaporados,
parecem entre sonhos, sem ânsias levantar
os mais extensos cabelos e a água mais recordada.
Ah, minha amiga, se no puro mármore dos adeuses
houvesses deixado a estátua que nos podia acompanhar,
pois o vento, o vento gracioso,
estende-se como um gato para se deixar definir.



José Lezama Lima

27/2/05 18:41  

diz ...