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agosto 20, 2007

não é nada de novo, mas volto a dizer que é preciso encontrar o equilíbrio na vida de cada um. e esse equilíbrio é forçosamente diferente de pessoa para pessoa, porque é assim que a engrenagem humana funciona.
de contrário, seríamos máquinas e não seres.
e porque pensamos, agimos em conformidade com os nossos pensamentos, com as nossas crenças e com os nossos medos.

mas se os nossos medos conduzirem as nossas acções - e conduzem uma boa parte, temos de o admitir - serão as decisões que tomamos ao longo do dia, ao longo da vida, insignificantes e mesmo menosprezíveis?

a realidade de cada um é sempre limitada, aproximando-se a um microcosmos de memórias e automatismos cuja diversidade é imensa, desde lampejos anamnésicos de pura felicidade a longos minutos de trauma psicológico.
uns têm uma gaveta mais optimizada, que encontrou forma de rentabilizar mesmo as más memórias (experiências), outros simplesmente não conseguem aceder a esse processo e vão sucessivamente negando as memórias que têm, acabando por vezes, por construir novas memórias falsas cujo objectivo é criar a ilusão de auto-satisfação.
na verdade, as pessoas sabem que mentir para si próprias é o equivalente a um falso silogismo ou a uma divisão por zero. o resultado é nulo.

durante as diversas fases da nossa vida, precisamos de ajustar a nossa realidade, fazer-lhe uns updates e incluir novos detalhes que a vão enriquecendo.
trabalhar em equipa é uma dessas fases preciosas. conhecem-se várias pessoas, com os mais diversos e curiosos conhecimentos empíricos e técnicos.
neste ponto comum, materializam-se várias diferenças, várias realidades. sem colisão, sem antagonismo.
e dessa forma, ao assumirem-se essas diferenças entre as diferentes memórias, percebemos que, consequentemente, as leituras que cada ser faz, ao longo da sua vida, de uma mesma situação, irão ser sempre diferentes. de pessoa para pessoa. de dia para dia. consoante as variáveis. consoante as memórias envolvidas.

deste modo, chegamos ao equilíbrio. o estado de que falo será aquele em que um ser se harmoniza no seu interior e no seu exterior em processos análogos, não necessariamente contemporâneos.
por vezes, sucede uma pessoa estar em equilíbrio no seu interior mas não o sabe exteriorizar. outras vezes, encontramos pessoas aparentemente equilibradas que se revelam instáveis, inseguras e com medo, através de reacções inesperadas.
nesse instante, devemos mostrar-nos compreensivos e pacientes, mas não devemos fingir que não percebemos o medo e a insegurança. isso fomentará a ilusão de equilíbrio.

do cimo de uma montanha, só pode descer um rio de águas limpas.